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Aconteceu no dia 4 de agosto, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Cubatão) o primeiro encontro do coletivo “Racnege: Grupo de Pesquisas Raça, Culturas e Gêneros.

O dia foi dividido em duas atividades coordenadas pelo professor Cesar Rodrigues, sendo a primeira para mesa discutindo “Culturas Marginais e a Resistência do legitimado”, com Baby e Cíntia Neli.

O primeiro é colaborador do Jornal Empoderado, Rapper e intelectual. BABG debateu o Rap enquanto manifestação cultural de resistência dentro de uma sociedade culturalmente colonizada pelas referências culturais euro-estadunidenses. Seu trabalho dialoga com a possibilidade de pensar o “Não Lugar”, uma vez que o mesmo sofre alguns atravessamentos. Pensar o Rap e outras possibilidades, o corpo periférico intelectual e suas produções.

Já Cíntia Neli esbanjou com força nas palavras um olhar sobre a periferia acessando espaços intelectuais, respondeu a questionamentos e ponderou sobre a mulher negra e eu papel na sociedade atual. No fim os palestrantes responderam perguntas.

Em seguida Rosenildo Ferreira conceituado jornalista falou sobre afro-empreendedorismo e os desafios de empreender no Brasil.
Um ponto alto da palestra foi quando falou de Black Money (BM). Sua palestra tocou em inúmeros pontos sobre a importância do BM.

Lembrou que judeu só compra de judeu, que antes dos norte-americanos já existiam um estilo de crowdfunding que já existia na Bahia escravizada (era uma relação comercial que usada pelos negros para comprar sua alforria).
É um outro ponto levantado para validar a importância do BM é que a população de periferia é excluída e não é bem vista, isso só muda para ela quando seu dinheiro é muito “bem-vindo” nos shoppings e comércio em geral.
E para quem fala que essa prática comercial entra negros é racismo ao contrário ,Rosenildo lembra que os 46% da população (brancos) já compram só deles (as).

E quem insiste em dizer que, por exemplo, o disco de samba ajuda população negra esquece que o dinheiro vai para uma gravadora branca. Ou seja, a menor parte sobra para os negros.

Rosenildo ainda falou de qualificação profissional, valorização de produtos negros, citando a loja de moda XANGONI. Dentro do tema da busca da cultura empreendedora, ele afirmou que não existem diferenças de empreender em São Paulo e na Bahia. Por fim, falou dos desafios de se manter uma mídia independente hoje (uma saída é sempre ser relevante para seu leitor).

Racnege mostrou corpos negros (as) pensantes discutindo intelectualmente sobre o mundo que nos cerca.

Que venha o próximo evento!

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